Assembleia da base será realizada em formato online pelo Zoom, participe!
Ato unificado no Dia Internacional da Classe Trabalhadora repercute na imprensa e nas redes após categoria enfrentar truculência policial
O SINASEFE MT saúda a categoria e reforça que defender a educação federal e a dignidade dos seus trabalhadores é defender a soberania do Brasil
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Evento reuniu cerca de 500 mulheres e 70 crianças entre os dias 9 e 12 de abril, na capital paraense
(Atualizada 03/03/2026 às 14:04)O Sinasefe-MT está em um processo permanente de cobrança e diálogo com à Reitoria do IFMT sobre diversos temas que dizem respeito às condições de trabalho, saúde, estudo e de convivência institucional —essas pautas dizem respeito a mulheres e homens, mas incidem duramente sobre as mulheres, que seguem sendo as principais afetadas pelo assédio e por outras formas de violência e opressão no ambiente educacional.
É importante registrar que a construção de uma política institucional de enfrentamento ao assédio não surgiu de forma espontânea. Foi resultado de cobrança política e atuação sindical. Em fevereiro de 2025, o sindicato oficiou formalmente a Reitoria, exigindo o cumprimento da obrigação de fazer estabelecida pelo MGI, cujo prazo final se encerrava em janeiro de 2025. Essa cobrança foi fundamental para que o tema avançasse institucionalmente.
Recentemente, esteve aberta, até o dia 28 de fevereiro, a consulta pública ao documento do Instituto Federal de Mato Grosso que pretende balizar as políticas institucionais de enfrentamento ao assédio e a outras formas de opressão e violência. A existência desse processo é importante. Mas ele não pode encobrir uma realidade que persiste!
O que ainda se observa, de forma recorrente, é o silenciamento das denúncias de assédio, em especial quando envolvem estudantes. Esse silenciamento se expressa no medo de denunciar, na fragilidade dos fluxos institucionais, na falta de escuta qualificada e, muitas vezes, na sensação de desproteção de quem decide falar.
É nesse contexto que reafirmamos: assédio é pauta sindical. Não se trata de uma questão individual ou privada, mas de um tema coletivo, que atravessa as relações de trabalho, de ensino e de permanência. Romper o silêncio exige informação, confiança e construção de caminhos institucionais efetivos, que garantam acolhimento, proteção e responsabilização adequada.
Esta roda de conversa se propõe a ser um espaço de escuta segura, diálogo e orientação, voltado especialmente às mulheres da base. Um espaço para compartilhar vivências, conhecer os caminhos possíveis de denúncia e fortalecer a compreensão do papel do sindicato como instância de apoio, mediação e defesa de direitos.
Porque não há educação pública de qualidade sem ambientes seguros.
Porque a escuta é condição para a transformação institucional.
Porque nenhuma mulher deve enfrentar o assédio sozinha.