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SINASEFE MT lança formulário para apurar os custos gerados pelo trabalho remoto

SINASEFE MT lança formulário para apurar os custos gerados pelo trabalho remoto

O SINASEFE MT lançou nesta sexta (23), um formulário que busca quantificar os valores investidos pelos servidores do Instituto Federal de Mato Grosso para conseguirem desenvolver suas tarefas durante os meses em que foi necessário adotar o home office devido a pandemia de covid-19.

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SINASEFE se posiciona em defesa da saúde e publica carta de apoio

SINASEFE se posiciona em defesa da saúde e publica carta de apoio

O Grupo de Trabalho Multidisciplinar de Protocolo de Biossegurança do SINASEFE MT publicou nesta quarta-feira (21) uma carta em defesa da saúde. O documento é um alerta para a população, já que apresenta situações preocupantes de transmissão comunitária da covid-19, já que a cobertura vacinal da população segue num ritmo abaixo do esperado e novas variantes continuam surgindo.

 

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Sindicato exige transparência, por parte da Reitoria, na oferta e ocupação de cargos disponíveis para remoção e redistribuição

Sindicato exige transparência, por parte da Reitoria, na oferta e ocupação de cargos disponíveis para remoção e redistribuição

As seções sindicais do SINASEFE em Mato Grosso protocolaram, na última semana, mais um ofício endereçado à reitoria do IFMT, solicitando esclarecimentos e providências quanto à falta de transparência em relação aos critérios e à quantidade de vagas disponíveis nos processos de remoção e redistribuição da instituição.

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SINASEFE solicita esclarecimentos e providências para abertura de concurso público

SINASEFE solicita esclarecimentos e providências para abertura de concurso público

As seções Mato Grosso, Cáceres e Rondonópolis protocolaram na última semana um ofício solicitando providências e esclarecimentos por parte da Reitoria em relação às irregularidades constatadas nas atribuições dos professores que lecionam a disciplina de Sociologia em diversos campi do Instituto Federal de Mato Grosso. 

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Seções sindicais conseguem a convocação de professor após pedido de providências ser enviado à Reitoria

Seções sindicais conseguem a convocação de professor após pedido de providências ser enviado à Reitoria

As seções sindicais do SINASEFE Cáceres e Mato Grosso, protocolaram um ofício junto à Reitoria e à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas com pedido de esclarecimentos e providências quanto à convocação dos classificados em concurso público no edital 078/2018. 

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Quarta-Feira, 02 de Junho de 2021, 22h20   (Atualizada 02/06/2021 às 22:20)

O Racismo estrutural e institucional: vamos conhecer para combater

Para finalizar o mês de maio - mês do trabalhador, das mães e da “libertação” dos escravizados, reunimos um grupo de intelectuais do movimento negro - ou comprometidos com o combate aos preconceitos e todas as formas de discriminação - para debatermos essa problemática tão atual. A iniciativa foi provocada por um fato ocorrido no campus Bela Vista, durante uma reunião que tratava da colação de grau dos alunos de um curso superior.

 

Na reunião, entre as orientações para a cerimônia solene, foram feitas várias referências que denotam o racismo estrutural, institucional, manifestando desprezo por adereços que têm profundo significado simbólico e que compõem elementos das diferentes culturas de origem africana e evidenciando a submissão aos padrões impostos por roupas e costumes da herança eurocêntrica.

 

Ainda que a prática tenha partido de um trabalhador da educação, por se tratar de algo que vem se repetindo incansavelmente - nos campi - e que é como que “autorizado” pelas atitudes das sucessivas gestões, pensamos que não se pode responsabilizar apenas um trabalhador e isentar a instituição. Temos conhecimento de notícias trazidas por alunas sobre comentários de gestores e professores, que indicam para as meninas, principalmente no esporte, as roupas que devem usar para que não “atrapalhem a concentração dos rapazes”. Comentários como o deste tipo revelam o machismo naturalizado, assim como faz a referência, de forma pejorativa, a turbantes e dreads são evidências do racismo.

 

Devemos recordar que entre as metas e estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE), a Meta 19, mais especificamente a estratégia 19.8, obriga ao desenvolvimento de programas de formação a gestores para que definam critérios objetivos ao provimento dos cargos de coordenadores, o que significa dizer que devem estar minimamente formados para as funções que desempenharão. Outra legislação que se impõe é o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, de 2018, que determina a formação e capacitação dos trabalhadores da educação, o que representa ação efetiva para impedir a ocorrência de  crimes como o de racismo nas instituições, principalmente as de educação, onde deveriam ser mais firmemente combatidos.

 

Portanto, nossa reflexão pretende apontar os problemas institucionais que levam a comportamentos individuais naturalizados e invisibilizados pelas gestões. Não se trata de responsabilizar apenas alguns indivíduos por algo que é de responsabilidade, prioritariamente, dos que aceitam a função de administrar a instituição. Seria injusto e, conscientes dessa injustiça, ao tomarmos conhecimento do ocorreu no campus Bela Vista, encaminhamos denúncia à reitoria, à Comissão de Ética, à Ouvidoria e ao NUMDI, certos de que cabe a essas instâncias de gestão tomarem as medidas necessárias mas, acima de tudo, cumprir e fazer cumprir a legislação.

 

Infelizmente, o modo como nossa denúncia foi recebida reforça a compreensão de que se trata de problema institucional e, não, individual. A reitoria se manifestou dizendo que não lhe cabia acatar tal denúncia. A Ouvidoria alegou - contrariamente ao que fez em outra ocasião - que deveria ser aberta denúncia no Fala.br e  a coordenadora do NUMDI afirmou, também, que não cabe ao NUMDI acolher denúncias, se colocando em contradição com o regimento do NUMDI (aprovado em 25 de junho de 2018), e que passa por processo de alteração; no Artigo 5º, inciso XXI, o Regimento estabelece que cabe ao Núcleo receber, orientar e acompanhar o o andamento de reclamações e denúncias de servidores e estudantes cotistas negros indígenas e migrantes sobre preconceito e discriminação e racismo e encaminhar à Ouvidoria.

 

Entendemos que o momento histórico em que vivemos nos obriga à firme resistência a todas e quaisquer práticas que atentem contra a democracia, aos direitos duramente conquistados. Buscamos contribuir por meio de atividades que cumpram o dever social de defender o Estado Democrático de Direito, nos colocamos frontalmente contra os posicionamentos que representam retrocessos e denunciamos as condutas, muitas vezes inconscientes, nem por isso inimputáveis, que venham a fortalecer a escalada autoritária que nos ameaça.

 

Trazemos a sábia e indignada voz de Rinaldo Ribeiro de Almeida, professor aposentado, defensor do movimento negro, crítico das práticas discriminatórias institucionalizadas que colocam costumes acima de direitos e de leis conquistados com o sangue dos nossos irmãos exterminados pela fúria racista, que não reconhece o negro como sujeito nessa sociedade desumanizadora.

Fonte:
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