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STF proíbe a redução salarial de servidores

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Racismo, branquitude, capitalismo dependente e fascismo são debatidos no Conversa de Classe

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Nota de Repúdio

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Projeto de extensão promove debates online durante a quarentena

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Sexta-Feira, 15 de Maio de 2020, 20h21   (Atualizada 15/05/2020 às 20:21)

Programa Conversa de Classe estreia no Youtube

100% AO VIVO

O programa “Conversa de Classe”, produzido pelo SINASEFE/MT, estreou no Youtube na última quarta-feira (13). Idealizado por representantes do sindicato como um programa de entrevista presencial, teve de ser remodelado para o formato de live por conta da pandemia de covid-19.

 

No primeiro programa, foram convidados os professores Luiz Fernandes Dourado (UFG) e Micaela Pafume Coelho (IFMT – Alta Floresta), além do estudante Bruno Rocha (campus São Vicente da Serra) que discutiram e refletiram sobre os desafios da educação em tempos de isolamento social causado pela crise sanitária mundial.

 

A live está disponível no canal do Conversa de Classe no Youtube e já conta com mais de 500 visualizações. Durante a transmissão ao vivo, mais de 400 espectadores únicos acompanharam a atividade e fizeram comentários e perguntas aos convidados. O programa está registrado como projeto de extensão e emite certificado de participação àqueles que assistem ao vídeo.

 

Segundo Fernando Viana, apresentador do programa e coordenador de formação política e relações de trabalho do sindicato, um dos objetivos do Conversa de Classe é promover reflexões e debates para enfrentamento dos desafios enquanto classe trabalhadora e sociedade. “Se posicionar diante de uma realidade tão dura quanto a que estamos vivenciando atualmente, depende da nossa capacidade de reflexão. Estamos num tempo marcado pela desigualdade social, dificuldades de acesso à tecnologia da informação, crise econômica, com 40% dos trabalhadores na informalidade e 12 milhões de desempregados”, pontuou.

 

O professor e pesquisador Luiz Fernandes Dourado, doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-doutor pela École des Hautes Études en Siences Sociales (Paris, França), recordou que a existência dos Institutos Federais é uma conquista histórica e se faz necessária a construção da educação de maneira coletiva. “As discussões que fazemos neste momento de crise sanitária são limitadas por políticas que já estavam em curso como os ajustes fiscais que estavam sendo adotados e por uma visão ultra-neoliberal e conservadora que já havia impactado a Educação, como por exemplo, a emenda constitucional 95 que congelou os gastos sociais por 20 anos. Além das reformas trabalhista, previdenciária, do ensino médio, a Base Nacional Comum Curricular e as mudanças recentes nas diretrizes de formação de professores. Nós já vínhamos num retrocesso nos campos da política e gestão da Educação”, contextualizou.

 

Dourado ainda se mostrou preocupado com a porcentagem de lares das classes D e E no país que possuem computador em casa. “Somente 5% têm acesso ao computador. É preciso pensar nestas questões e discutir o direito à Educação”, ponderou.

 

Em sua contribuição durante a live, a professora Micaela Coelho, doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Uberlândia, abordou a proposta de ensino a distância e os perigos presentes na confiança de acesso às plataformas de ensino por parte dos estudantes. “Durante toda minha vida docente eu utilizei de ferramentas de tecnologia para ministrar conteúdos, porém, destaco a importância do espaço físico da sala de aula como um espaço formativo de cidadania, onde os estudantes devem aprender a respeitar o próximo, a tolerância e a ajudar o próximo”, destacou.

 

Micaela ainda se posicionou contra a proposta de ministrar 100% das aulas a distância e ressaltou que grande parte dos trabalhadores da educação que são favoráveis a esta medida estão com medo de terem seus salários suspensos. A professora também se mostrou preocupada quanto às mulheres, principalmente as técnicas administrativas, que já estavam desempenhando a sua função remotamente e que desempenham, muitas vezes, jornadas duplas ou triplas de trabalho.

 

Já o estudante Bruno Rocha, graduando do curso de licenciatura em Ciências da Natureza, do centro de referência Jaciara ligado ao campus São Vicente, expôs dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam a falta de internet para aproximadamente 46 milhões de brasileiros, sendo que deste total, 6 milhões e meio são estudantes.  “Além disso, ainda de acordo com o IBGE, 13 milhões de pessoas vivem em situação de extrema pobreza no país. Isso é um agravante para o ensino a distância no país”, disse.

 

Bruno também listou uma série de empecilhos para a adesão ao ensino a distância como banda larga de baixa qualidade e até a falta de sinal de internet nas áreas rurais, aparelhos celulares obsoletos, locais inadequados para estudos, ausência de debates com os outros estudantes para melhor retenção do conteúdo. “Durante as aulas a distância você não tem a troca de experiência com outro ser humano, o estudante não consegue ter maior aproveitamento porque as interações são limitadas ou não existem. Os professores não conseguem responder todas as dúvidas e sempre haverá um déficit na autonomia do estudante que deve ‘se virar’ para conseguir desenvolver as atividades. E também há a dificuldade do ensino infantil, já que crianças necessitam de tutores para estudar”, abordou.

 

O programa ficará disponível por tempo indeterminado no canal do YouTube. Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar as próximas lives.

Fonte: Assessoria
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