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SINASEFE MT protocola ações contra a devolução de auxílio transporte, registro de ponto biométrico e retorno presencial sem respeito às normas de segurança

SINASEFE MT protocola ações contra a devolução de auxílio transporte, registro de ponto biométrico e retorno presencial sem respeito às normas de segurança

A diretoria do SINASEFE – Seção Sindical Mato Grosso ingressou com duas ações populares na tentativa de oferecer soluções aos graves problemas enfrentados pelos servidores do IFMT e relatados por seus filiados que reivindicam auxílio de seus representantes.

 

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Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas comete erro administrativo, culpabiliza servidoras e servidores e ameaça suas condições mínimas de subsistência de sobrevivência

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Na terça-feira, 23 de novembro de 2021, as servidoras e servidores do IFMT-Campus São Vicente, foram surpreendidos por e-mails da Coordenação de Gestão de Pessoas, informando  as servidoras e servidores que tiverem recebido adicionais ocupacionais e/ou auxílio-transporte, da obrigatoriedade de ressarcimento ao erário público, dos valores recebidos.

 

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Coletivo de Mulheres Camponesas e Urbanas lança carta aberta pelo fim da violência

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O Mapa da Violência  do ano de 2015 já mostrava que o Brasil figurava como o 5º país mais violento para as mulheres . É o primeiro país em assassinato de transexuais, sendo as mulheres trans as principais vítimas. Aqui, morrem mais mulheres vítimas de violência doméstica do que por câncer e acidente no trânsito.

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Seções sindicais cobram distanciamento e rodízio de servidores nos campi do IFMT

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Com o retorno gradual às atividades presenciais em todos os campi do Instituto Federal de Mato Grosso, é crescente o número de denúncias de servidores técnicos-administrativos que estão sem condições mínimas de biossegurança asseguradas pela instituição. As seções sindicais do SINASEFE enviaram ontem (11) à Reitoria um ofício para informar que o plano de retorno contém falhas de execução e requereu com urgência que medidas basilares para evitar a contaminação e adoecimento dos servidores fossem respeitadas. 

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Dia da servidora pública e do servidor público

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O SINASEFE saúda as trabalhadoras e os trabalhadores do serviço público pela passagem do dia 28 de outubro, homenageando, especialmente, servidoras e servidores da Educação Federal. Importante registrar que em 2021 essa data ocorre em meio ao aquecido clima de denúncia da ‘Reforma Administrativa’ (PEC 32/2020). Servidoras e servidores estão mobilizadas(os) permanentemente nas intensas manifestações em Brasília e também ao redor de todo Brasil.

 

 

 

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Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2020, 01h44   (Atualizada 05/11/2020 às 01:44)

Mariana Ferrer: a (in)Justiça que fala pelas mulheres

Gayatri Chakravorty Spivak (2010), uma teórica indiana e pós-colonial quando escreveu sua obra “Pode o Subalterno Falar?” enfatiza que a mulher não é valorizada como um item respeitoso nas listas de prioridades globais. A autora reflete que a mulher não pode falar e quando tenta expor sua voz não encontra meios para ser ouvida. Esse pensamento de Spivak (2010) nunca fez tanto sentido para exemplificar o julgamento de Mariana Ferrer cuja justiça falou por ela, legitimando a injustiça por não ouvir sua voz.  

 

No Brasil, a luta pelos direitos das mulheres iniciou-se desde 1827 quando autorizaram que as meninas frequentassem a escola. Desde esse período, muitas reivindicações foram levantadas pelos movimentos feministas que tentam desestabilizar o machismo que impera em nossa sociedade. Quando eu falo de FEMINISMO, não queremos dizer que estamos contra os homens, pois FEMINISMO só reivindica a equidade de direitos e respeito entre homens e mulheres. De outro modo, o MACHISMO consiste em práticas destrutivas marcadas pelo desrespeito e pela violência ao gênero feminino 

 

machismo é um problema social que legitima a violência nos corpos femininos. O estupro, por sua vez, é uma dessas violências que merece mais atenção por todos/as em razão de afetar muitas mulheres, sobretudo, psicologicamente. Essa violência envolve vítimas e estupradores de diferentes classes sociais, raça, religiosidade e identidade sexual. Em virtude dessas diferenças sociais, entendemos que há tratamentos diversos por parte do judiciário para cada uma dessas vítimas e violentadores, conforme está sendo apresentado no episódio envolvendo Mariana Ferrer. Desse modo, exponho alguns questionamentos para que todos/as nós pensemos: Se Mariana Ferrer fosse negra e pobre, seu caso chegaria a tomar essa proporção? Do mesmo modo, se o estuprador não fosse um branco e rico, toda essa situação viria à tona?   

 

Em nosso país, esse caso tornou-se emblemático para discutir a questão do estupro em vários sentidos, inclusive ao que se refere ao silenciamento de tal crime. julgamento de Mariana Ferrer apenas escancarou o machismo que corrói uma sociedade marcada pela naturalização do estupro. No Brasil, cabe destacar o estupro das indígenas pelo colonizador, o estupro das mulheres negras pelos senhores, o estupro de mulheres no período de ditadura militar e os estupros que todos os dias acontecem e, as vítimas se silenciam porque não encontram apoio para levar adiante a queixa contra seus violentadores.  

 

Mariana Ferrer teve a audácia de levar ao judiciário o estupro que ela sofreu, confiando na justiça que temos em nosso país. Com essa atitude, o que percebemos é que a voz das mulheres nos casos de estupro não tem nenhum valor, sobretudo, perante algumas instituições que têm a função de acolher as vítimas de violência. Alguns sujeitos que representam essas instituições tendem falar pelas mulheres para atestar se o estupro realmente ocorreu: primeiro por exames médicos que mulheres descrevem como sendo algo extremamente constrangedor. Em seguida, a vítima passa por interrogatórios, como se fosse a criminosa do caso. Por fim, o que se mostra é que a palavra da vítima de estupro não exerceu nenhum valor, mesmo perante as evidências.  

 

O que nos aponta é de que Mariana Ferrer passou de vítima à acusada em decorrência de todos os julgamentos referentes ao seu comportamento social que não serve para justificar a ocorrência de estupro. Todas as mulheres precisam ser livres parse vestir da maneira que preferir; usar o batom da cor que gosta; frequentar os espaços públicos que desejar e se relacionar com quem tiver interesse. O comportamento feminino nunca pode ser visto como um convite para práticas abusivas. De igual modo, jamais a justiça pode falar por uma mulher perpetuando a injustiça como já aconteceu em muitos casos de violência contra as mulheres e, agora, ficou bastante evidente no caso do estupro de Mariana Ferrer que veio a público 

 

Portanto, finalizo este texto com as palavras que deveriam ser ouvidas desde o início do processo, que são as palavras de Mariana Ferrer que ecoam o brado de mulheres e de homens que desejam um mundo com equidade de direitos e respeito entre os gêneros feminino e masculino“Eu gostaria de respeito, doutor. Excelentíssimo, eu estou implorando por respeito, no mínimo. Nem os acusados, nem os assassinos são tratados da forma como eu estou sendo tratada. Pelo amor de Deus, gente. O que é que é isso?  

 

Joana Rodrigues Moreira-Leite 

Doutoranda em Estudos de Linguagem (UFMT) 

Pesquisadora sobre Discursos de Vítimas de Estupro  

Professora de Letras do IFMT – Campus Avançado Sinop 

 

 

Fonte: Joana Rodrigues Moreira Leite
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